Bênção dos Óleos dos Enfermos, Catecúmenos e do Crisma

Preparativos antes da Missa

10a. Conforme o costume tradicional da liturgia latina, a bênção do óleo dos enfermos é feita
antes de terminar a Oração Eucarística, e a bênção do óleo dos catecúmenos e a consagração do
Crisma, depois da Comunhão. Entretanto, por razões pastorais, pode-se realizar todo o rito da
bênção depois da liturgia da Palavra, observando-se o rito seguinte.

10b. Para a bênção dos óleos, além do necessário para a Missa, deve-se preparar: Na sacristia ou em outro lugar apropriado:
  • os vasos com os óleos;
  • os perfumes para a confecção do Crisma, se o próprio Bispo quiser fazer a mistura na ação litúrgica;
  • o pão, o vinho e a água para a Missa, gue são levados com os óleos antes da preparação das
    oferendas.
No presbitério:
  • uma mesa para receber os vasos de óleo, colocada de modo gue o povo possa seguir
    perfeitamente toda a ação sagrada e dela participar;
  • a cadeira para o Bispo, se a bênção se realizar diante do altar.

Rito da Benção

 

10c. A Missa do Crisma é sempre concelebrada. Convém que, entre os presbíteros que a concelebram com o Bispo e são seus representantes e cooperadores no ministério do santo Crisma, encontrem-se sacerdotes das várias regiões da diocese.
10d. A preparação do Bispo, dos concelebrantes e dos outros ministros, sua entrada na igreja e todos os ritos, desde o início da Missa até o fim da liturgia da Palavra, realizam-se como está indicado no rito de concelebração.
Os diáconos que tomam parte da bênção dos óleos precedem os presbíteros concelebrantes na procissão de entrada.
10e. Os diáconos e ministros designados para levar os óleos ou, na falta deles, alguns
presbíteros e ministros, e os fiéis que vão levar o pão, o vinho e a água, dirigem-se em ordem à sacristia ou ao lugar onde os óleos e as outras oferendas foram preparados. Voltam ao altar na seguinte ordem: primeiro, o ministro que leva o vaso com perfumes se o próprio Bispo quiser confeccionar o Crisma; em seguida, um ministro com o vaso de óleo dos catecúmenos; outro com o vaso do óleo dos enfermos; por fim, o óleo para o Crisma, levado por um diácono ou presbítero. Seguem-se, ainda, os ministros que levam o pão, o vinho e a água para a celebração da Eucaristia.
10f. Enquanto a procissão caminha pela igreja, o cor9, ao qual todos respondem, canta o hino Acolhei, ó Redentor ou outro canto apropriado, em vez do canto da preparação das oferendas.
Acolhei, ó Redentor,
nossos hinos de louvor!O óleo a ser consagrado
desceu do tronco fecundo;
por nós vai ser ofertado
a quem salvou este mundo.Acolhei, ó Redentor,
nossos hinos de louvor! Quem na fraqueza se abisma
seja em vigor restaurado,
graças à unção deste Crisma
que o faz do Cristo soldado.Acolhei, ó Redentor,
nossos hinos de louvor! Quem, no Batismo lavado,
a fronte ao Crisma oferece,
já pela graça habitado,
com sete dons se enriquece.Acolhei, ó Redentor,
nossos hinos de louvor!Do Pai à Virgem descido,
de novo ao Pai regressais,
e o Amigo, então prometido,
às nossas almas mandais.Acolhei, ó Redentor,
nossos hinos de louvor! Seja festivo este dia,
dele se faça a memória:
óleo de santa alegria
já nos promete a vitória!

Acolhei, ó Redentor,
nossos hinos de louvor!

 

Ver Opção Acolhei ó Redentor Cantada

10g. Chegando ao altar ou à cadeira, o Bispo recebe as oferendas. 0 diácono gue leva o vaso para o Santo Crisma apresenta-se ao Bispo, dizendo em voz alta: Eis o· óleo para o Santo Crisma.
O Bispo recebe o óleo e entrega-o a um dos diáconos ajudantes, gue o coloca sobre a mesa preparada. Fazem o mesmo os gue levam os vasos dos óleos dos enfermos e dos catecúmenos.
O primeiro diz: Eis o óleo dos enfermos, e o outro: Eis o óleo dos catecúmenos.O Bispo os recebe e os ministros os colocam sobre a mesa. Por fim, o Bispo recebe o pão, o vinho e a água para a celebração da Eucaristia.
10h. A Missa prossegue conforme o rito de concelebração até o fim da Oração Eucarística, exceto se todo o rito da bênção se realizar logo em seguida (d. n. 10a). Neste caso, tudo se faz conforme o disposto no n. 10p.

Benção do Óleo dos Enfermos

 

10i. Antes de o Bispo dizer “Por ele não cessais de criar” na Oração Eucarística I, ou a doxologia Por Cristo nas outras Orações Eucarísticas, o portador do vaso com o óleo dos enfermos leva-o ao altar e o mantém diante do Bispo, enquanto este benze o óleo, dizendo a oração:
Ó Deus, Pai de toda consolação,
gue pelo vosso Filho
quisestes curar os males dos enfermos,
atendei à oração de nossa fé:
enviai do céu o vosso Espírito Santo Paráclito
sobre este óleo generoso,
gue por vossa bondade a oliveira nos fornece
para alívio do corpo,
a fim de gue, pela vossa santa bênção,
seja para todos gue com ele forem ungidos
proteção do corpo, da alma e do espírito,
libertando-os de toda dor,
toda fraqueza e enfermidade.
Dignai-vos abençoar para nós, ó Pai,
ovosso óleo santo,
em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
(Que convosco vive e reina pelos séculos dos séculos. R. Amém.)
Só se diz a conclusão guando a bênção não for dada na Oração Eucarística. Terminada a bênção, o vaso com o óleo dos enfermos é recolocado em seu lugar e a Missa prossegue até à comunhão.

Benção do Óleo dos Catecúmenos

 

10j. Concluída a oração depois da Comunhão, os vasos com os óleos a serem abençoados são colocados pelos ministros sobre uma mesa preparada no meio do presbitério.

O Bispo, cercado pelos presbíteros concelebrantes em forma de coroa, enguanto os outros ministros permanecem atrás, procede, se for o caso, à bênção do óleo dos catecúmenos e, em seguida, à consagração do Crisma.

10k. O Bispo, de pé e voltado para o povo, diz de braços abertos a seguinte oração:
Ó Deus, força e proteção de vosso povo,
que fizestes do óleo, vossa criatura,
um sinal de fortaleza:
dignai-vos abençoar este óleo,
e concedei o dom da força
aos catecúmenos que com ele forem ungidos;
para que, recebendo a sabedoria e virtude divinas,
compreendam mais profundamente o Evangelho do vosso Cristo,
sejam generosos no cumprimento dos deveres cristãos
e, dignos da adoção filial,
alegrem-se por terem renascido
e viverem em vossa Igreja.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.

Consagração do Crisma

 

10l. O Bispo derrama os perfumes no óleo e confecciona o Crisma em silêncio, a não ser gue já tenha sido preparado.
10m. Em seguida, convida a assembleia a orar, dizendo:
Meus irmãos e minhas irmãs,
roguemos a Deus Pai todo-poderoso
que abençoe e santifique este Crisma,
para que recebam uma unção interior
e tornem-se dignos da divina redenção
os que forem ungidos em suas frontes.
10n. O Bispo, se for oportuno, sopra sobre o vaso do Crisma e diz, de braços abertos, uma das orações de consagração:
1ª Opção

Ó Deus, autor de todo crescimento
e todo progresso espiritual,
recebei com bondade a homenagem
que a Igreja, pela nossa voz,
vem prestar-vos com alegria.

 

Fizestes no princípio
que a terra produzisse árvores frutíferas,
e entre elas a oliveira,
cujos frutos fornecem este óleo tão rico
com que se prepara o Santo Crisma.

E Davi, antevendo com espírito profético
os sacramentos da vossa graça,
cantou a nossa alegria
ao sermos ungidos pelo óleo.

 

Nas águas do dilúvio,
ao serem lavados os pecados do mundo,
uma pomba anunciou a paz restituída à terra,
trazendo um ramo de oliveira,
imagem do futuro dom
que agora se manifesta claramente,
pois, apagada toda mancha de culpa
pelas águas do Batismo,
esta unção de óleo nos traz às nossas faces
a serenidade e a alegria.

 

Também mandastes que vosso servo Moisés,
pela infusão deste óleo,
constituísse sacerdote seu irmão Aarão,
já purificado pela água.

 

E a tudo isso se acrescenta honra ainda mais alta
quando nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
exigindo que João o batizasse nas águas do Jordão,
e sendo-lhe enviado o Espírito Santo
sob a forma de uma pomba,
proclamastes pelo testemunho de uma voz
que em vosso Filho Unigênito
estava todo o vosso amor
e claramente confirmastes ser ele por excelência
o Ungido com o óleo de alegria,
anunciado pelo profeta Davi.

 

Todos os concelebrantes estendem a mão direita em direção ao Crisma até o fim da oração, em silêncio.

 

Por isso, nós vos suplicamos, ó Pai,
que santifiqueis este óleo
com a vossa bênção.
Infundi-lhe a força do Espírito Santo,
pelo poder de vosso Cristo,
que deu o seu nome ao Santo Crisma,
com o qual ungistes vossos sacerdotes e reis,
vossos profetas e mártires.

 

Fazei que este óleo do Crisma
seja sacramento de perfeita salvação e vida
para os que vão ser renovados nas águas do Batismo.

 

Santificados por essa unção,
e sanada a corrupção original,
tornem-se templo da vossa glória
e manifestem a integridade de uma vida santa.
Segundo disposição da vossa vontade,
cumulados da honra de reis, sacerdotes e profetas,
revistam-se de um dom incorruptível.

 

Para os que renascerem da água e do Espírito,
seja Crisma de salvação,
fazendo-os participantes da vida eterna
e herdeiros da glória celeste.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.

 

2º Opção
10o. Outra oração, à escolha:

 

Ó Deus, autor dos sacramentos e dispensador da vida,
damos graças à vossa inefável bondade,
pois prefigurastes na antiga aliança
o mistério do óleo santificador
e, ao chegar a plenitude dos tempos,
quisestes manifestá-lo de modo especial
em vosso Filho amado.Pois, quando o vosso Filho, Senhor nosso,
salvou o ser humano pelo mistério pascal,
encheu do Espírito Santo a vossa Igreja
e enriqueceu-a maravilhosamente de dons cele;;tes,
para que por meio dela se completasse no mundp
a obra da salvação.Por este sagrado mistério do Crisma,
distribuís a todo ser humano as riquezas da vossa graça,
a fim de que vossos filhos e filhas,
renascidos da água do Batismo,
sejam confirmados pela unção do Espírito
e, semelhantes então ao vosso Cristo,
participem de sua missão
de profeta, sacerdote e rei.Todos os concelebrantes estendem a mão direita em direção ao Crisma até o fim da oração, em silêncio.Por isso, nós vos pedimos, ó Pai,
que pelo poder da vossa graça
esta mistura de perfume e óleo
seja para nós um sinal da vossa bênção.Derramai profusamente em nossos irmãos e irmãs,
que receberem esta unção,
os dons do Espírito Santo.

 

Fazei resplandecer de santidade os lugares e as coisas
ungidos com este óleo sagrado.

 

Fazei sobretudo que a vossa Igreja cresça
pelo mistério deste óleo,
até atingir a medida de plenitude
em que, no fulgor da luz eterna,
sereis tudo para todos com o Cristo,
no Espírito Santo,
pelos séculos dos séculos.

R. Amém.

 

1Op. Quando todo o rito da bênção dos óleos se realiza depois da liturgia da Palavra, concluída a procissão dos óleos e das oferendas, o Bispo e os concelebrantes aproximam-se da mesa onde se fará a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do Crisma, procedendo do modo descrito nos n. 10i-10n.



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